Proximidades da praça República Eslováquia, Pacaembu, 20h.

Me perco por essas ruas, quase por acidente. 

Estaria com medo se eu fosse outra pessoa: As ruas são desertas, há poucas luzes, não se ouve quase nada. As casas ao redor são enormes, lindas e parecem vazias. Muitas tem placa de “vende-se”. Não há padarias, não há vendedores de amêndoas, não há crianças. Os guardas (únicos habitantes das ruas) não ouvem rádio. Uma garota sutilmente elegante desce de um taxi e isso é tudo.

De repente ouço um samba tocando na distância. Sem tamborim, com bateria talvez. Não reconheço a casa que solta esse som

Me pergunto quem vem morar nesse tipo de lugar.

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