No Alto da Lapa

No Alto da Lapa
O Silêncio se dissolve em Luvas
No Alto da Lapa
Tudo é Vespertino
E as casas estão vestidas com Edículas
e, ás vezes, surgem prédios, cujos apartamentos são menores que as Edículas
e as pessoas se liquefazem e andam quilometros
 
Na Cerro Corá
Presenciei um acidente polar de minha alma
No salão de festas os primos e primas se beijam e meus olhos segredam diante do
psiquiatra
Na Rua Bairy
os tijolos se ausentam e os corpos de Aurélias des-sorriem secreções geladas
pois algo parecido com cálido se anuncia e inquieta e quase encanta.
 
E os olhos em travelling deschavam
as ruas sérias que escondem sem esconder
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